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CLUBE DO FUTURO


O BRIEFING

Este ano é um grande marco para o CCRJ. Comemorando os seus 30 anos, o Clube mostra novamente a sua força e recupera o seu espaço. E como todo criativo que se preza, essa data será comemorada com um anúncio. O briefing dessa peça é mostrar o CCRJ como o porta-voz e maior representante dos criativos
cariocas. Uma história que já dura três décadas. O formato do anúncio é uma página dupla: 40,4 por 26,6 cm.

CLUBE DE CRIAÇÃO DO RIO DE JANEIRO: 30 ANOS.

A essência do trabalho de qualquer profissional de criação é ajudar seus clientes a construir marcas. Toda a indústria da propaganda vive em função deste objetivo maior ­ e o retorno em vendas vem a reboque de um bom trabalho de construção de marca aliado, claro, a diversas outras variáveis,entre elas uma que depende do cliente: a qualidade do produto. Fizemos uso desta breve conceituação para introduzir a pequena grande história do novo Clube de Criação do Rio de Janeiro. Uma marca que nasceu forte, ficou desacreditada a ponto de quase desaparecer, e hoje respira força e jovialidade. Mas vamos voltar um pouco no tempo e, através da memória de um dos protagonistas da história do Clube, Carlos Pedrosa, hoje na Contemporânea, relembrar: ³Tudo começou aí por volta de 1973, quando o Franco Paulino esteve com o Zaragoza e o Jarbas Nogueira em São Paulo, ficou sabendo que eles iam lançar o CCSP, e sugeriram que fizéssemos o mesmo aqui. O Franco pediu uma reunião com os diretores de criação do Rio, que acabou acontecendo na Norton, onde eu trabalhava na ocasião. Assim nasceu o Clube.² ³Na reunião seguinte, o José Montserrat foi aclamado Presidente, e à sua gestão deve ser atribuída a maior parte do prestígio que o Clube ainda mantém até hoje, apesar dos equívocos das décadas seguintes. Depois dele, o Presidente foi o Pedro Galvão, depois eu.²

AS BATALHAS

³Desde o começo, o CCRJ seguiu um caminho diferente do CCSP. Primeiro, tinhamos uma luta política, numa época em que o governo autoritário impedia a livre expressão do pensamento. O CCRJ foi uma espécie de precursor das ONGs, e deu espaço para exilados. Sabíamos que havia até agentes infiltrados no Clube, mas íamos em frente. O Clube teve sede com auditório, teve cineclube atuante (Henrique Meyer) e teve até um jornal muito bem feito com
entrevistas fantásticas, como a que o Ronaldo Conde e outros fizeram com o Gabeira assim que ele pisou o chão brasileiro, voltando do exílio.²

A IMAGEM DO CLUBE

³Mas não era só isso. O Clube lutava pela valorização profissional e pela valorização do profissional, que são coisas distintas. Assim, quando havia ameaça de demissão em massa em alguma agência, os próprios empresários se preocupavam em procurar-nos e tentar explicar o que estava acontecendo. Uma coisa assim seria impensável hoje, provavelmente interpretada como intromissão nos negócios internos da empresa. Mas dá pra sentir o respeito
que o Clube inspirava.²

E voltando à história mais recente do Clube. Ela teve início em fins de 1999, quando alguns jovens profissionais de criação, que estavam em ascensão em suas carreiras, se interessaram pela magia da marca CCRJ. A partir dessa primeira gestão, com André Eppinghaus, o Clube ganhou um website e criou uma gestão compartilhada, onde o Presidente era, de fato, uma espécie de maestro cercado por diretores que passaram a ter funções bem
definidas. Assim veio o Anuário do CCRJ, que acabou gerando um Festival anual. Em sua gestão, o Clube voltou a promover encontros semanais, criou um concurso de estudantes valendo estágios nas melhores agências do Rio (Clube do Futuro), promoveu a campanha ³Eu quero trabalhar no Rio², realizou eventos como a exposição ³Por que você quer trabalhar no Rio?², onde diretores de criação respondiam à pergunta através de obras gráficas. Em 2001, veio a segunda gestão, com Fernando Campos, então redator da Giovanni,
FCB. O Fernando passou o bastão em 2003, comemorando a introdução do Festival Melhor do Rio, em Búzios, o patrocínio de dois anos seguidos do concurso Young Creatives e do crescimento do Prêmio Folha Dirigida para Estudantes.

A DIRETORIA ATUAL

Em setembro de 2003 - quatro anos, dois anuários, duas edições do prêmio Folha Dirigida, duas edições do Young Creatives, um Festival em Búzios e um site depois - Álvaro Rodrigues, diretor de criação da Agência 3, assumiu a presidência. Além de planejar continuar todos os projetos implantados pelos dois presidentes anteriores, a nova diretoria se propôs a fortalecer a postura política e a postura empresarial do Clube. E é essa diretoria que está mobilizando o mercado para a comemoração dos 30 anos.

Álvaro Rodrigues (Agência 3), Flávio Medeiros (Quê), Luis Claudio
Salvestroni (VS), Paulo Castro (MG), Renato Jardim (NBS)


 

   
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